Alternância. Este que já foi um dos princípios da Democracia parece não fazer parte do contexto político brasileiro. Mas com certeza não é o que mais assusta os que ainda acreditam em uma balança de poder rotativa. A briga pela concentração do poder reciclou uma forma de domínio Medieval surgiu um “absolutismo moderno” em nosso país. Um processo evolutivo rumo ao regresso.
Alguns dos cidadãos brasileiros não fazem parte de partidos políticos, não se encaixam nas mais variadas ideologias distorcidas pelos interesses de classes e nem por isso são seres apolíticos. A inserção do homem em sociedade condiciona a prática da política entre seus semelhantes. Contudo se tentar mudar a estrutura é difícil, e não concordar ela é algo mais sutil, ser conivente com ela é assombroso.
Parece ser impossível. E de fato as coisas tem se tornado cada vez mais difíceis, a alternância, antes característica da Democracia, foi substituída pela manutenção de interesses, pela confusão do público com o privado e principalmente pela permanência no poder. Os sonhos de faculdade são as Utopias do futuro, e uma geração (anos 90) passou em branco, não temos heróis, que possam nos salvar, ora se as referências de nossos pais, não são mais referências a eles mesmos, o que dizer de uma geração que se abdicou de participar do processo de evolução da sociedade?
O Mundo ficou de cabeça para baixo. O Brasil se perdeu na História. Os homens de bem, que agora são exceção, são exemplos, quando deveriam apenas ser; homens de bem. O usual é fazer algo certo, ou errado desde que da forma legal, talvez a legalidade tenha se transformado junto com a Democracia. É tempo de mudar, mesmo sem heróis, mesmo sem referência. Não podemos mais aceitar.
Guilherme Santana
2 comentários:
http://gritandocalado.blogspot.com/2010/02/big-brother-brasil.html
será que tem jeito? Tava me perguntando isso outro dia!!!! Até escrevi sobre!!!
beijao
Ê louco...!
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