terça-feira, 1 de maio de 2012

"...DIREITA VOLVER..."


A disputa pela cargo presidencial da França demonstra um cenário mundial de alternância de poder (princípio básico da democracia), é perceptível que a Europa será a primeira atingida, mas é possível identificarmos essa mudança anos atrás no Chile.

Os EUA, também sofre uma disputa presidencial que apresenta um novo contexto, o antes indiscutível Osama (responsável pela morte de Bin Laden), agora reproduz insatisfações e Mitt Roomney, consegue, cada vez mais, abrir espaço para uma direita conservadora.

A esquerda teve um discurso mundial, de oposição contra as práticas da direita durante anos, abriu espaço, teve sucesso, conquistou confiança, mas a crise econômica mundial assusta o eleitorado e a reprodução da insatisfação é perceptível nas intenções de voto.

No Brasil, entretanto, a esquerda não perdeu espaço, mas renovou suas ações e transformou-se com práticas de direita e esquerda miscigenadas; assistencialismo, economia e porque não uma moralização da classe política. O certo é que estamos em um país com outra cara, jamais autossuficiente, mas não tão o dependente de anos atrás. A democracia, a alternância, começam a mostrar seus frutos em nosso país.

segunda-feira, 26 de março de 2012

De Brasília para São Luís, de São Luís para Brasília. De moto ou carro reserve a minha e a sua sorte.


No Jornal Hoje da Rede Globo passou uma matéria sobre uma jovem que teria atropelado um motociclista propositalmente. Me surgiram duas dúvidas antes de qualquer julgamento: 1. As imagens mostram ele chutando o veículo da moça, principalmente a área do retrovisor, atitude comum de vários motociclistas inconformados porque não conseguem aquela passagem para seguir rapidamente; 2. Até que ponto revidar uma agressão pode ser compreendida como legítima defesa, medo ou mesmo “dar o troco”.

Dias atrás fui vítima de uma fato parecido, passando em frente a Assembleia Legislativa do MA, um motociclista chutou o retrovisor do meu carro, em alta velocidade, para que tivesse passagem, lembro que minha reação foi perturbadora, mas não consegui nem chegar a demonstrar minha indignação, pois ele seguiu como se nada de irregular tivesse feito. Na frente do Poder Público. Um absurdo! A verdade é que não temos qualquer proteção do Estado e na ausência do Poder de Polícia sendo executado com eficiência, partimos para “justiça com as próprias mãos”, ou com o próprio carro.

Entrevistado, o motociclista apenas deseja a quitação do prejuízo causado pela moça, em sua motocicleta. Duas coisas me parecem estranhas: 1. Ele não a acusou de tentativa de homicídio? Ela acelerou para causar danos físicos pela matéria apresentada, mas agora talvez ele tenha refletido e decidiu ser altruísta, um pouco diferente das imagens em que chuta o veículo da moça; 2. Uma atitude tão agressiva dessas, mas o bom humor do indivíduo apareceu na imagem, sendo educado, cordial com a entrevistadora, realmente uma vítima solidária.

Tudo bem, sei que escrevi acima “antes de qualquer julgamento”, mas depois de ser sequestrado, assaltado em um estabelecimentos as 18:00 em uma das avenidas mais movimentadas da cidade, depois de arrebentarem o retrovisor de meu carro com um chute... Eu me peguei pensando... Talvez acelerar fosse sim uma forma de legítima defesa, inúmeros são os casos de motociclistas armados, é o transporte de maior facilidade para uma fuga. Preconceito? Talvez, mas não quero dar sorte ao bandido da próxima vez e me reservar a má sorte. 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Um exemplo? Senna.

Piloto de Fórmula 1? Porque lembramos sempre do Senna como piloto de Fórmula 1? Simplesmente, porque todos os domingos acordávamos ansiosos, porque a Globo, eternizou o tema da vitória, porque Galvão Bueno gritava mais alto “do Brasil...”. Sim, o Senna do Brasil, nosso melhor piloto de Fórmula 1.

Entretanto essa era uma pequena parte de Senna, ele era mais, muito mais... Se na pequena parte ele já era muita coisa, é porque nosso Senna era muito mais. Ele é de uma geração em que esportistas eram atletas, orgulho nacional. Esse exemplo de atleta produz em nós uma saudade eterna, parece que Senna fez realmente parte da família de cada um de nós. Talvez por isso a expectativa tão grande com “nosso sobrinho Bruno”. 

Senna era um bom homem. Já não existem bons homens. Não só o Brasil, mas o Mundo precisa de homens como Senna. Ele tinha um sorriso contagiante, ele tinha foco no que fazia, prazer... Ele se preocupava com próximo, se cada pessoa tivesse um amigo Senna, um padrinho Senna, um irmão Senna, provavelmente as igrejas sofreriam uma queda de fiéis. Precisamos de homens exemplos, de atletas não apenas para o esporte, mas para a vida. Nossos filhos um dia conhecerão o Senna por fotos e não terão dimensão do nosso Senna. O problema é que os exemplos públicos atuais não são bons exemplos para eles. E só nos resta errar menos e sermos os melhores exemplos para nossos filhos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Municipais


As eleições estão chegando e começam as especulações, as articulações, os desejos, os sonhos, as propostas, as promessas... Essa é a fase mais deliciosa da política nacional, vemos candidatos dispostos, comprometidos, soluções diversas, disputas internas e externas, visualizamos mudanças, poderá surgir uma nova configuração.

Essa perspectiva democrática deve ser apresentada aos alunos do ensino médio no Brasil, despertar uma consciência crítica, instigar a discussão, desenvolver um ambiente de debates entre os novos cidadãos, a escola deve instruir, não o voto, mas o poder de voto, o dever pode perder sua importância por um momento e ser suprimido pelo direito de mudar, o direito de exigir o melhor, o direito de seguir em frente e buscar novos contextos, novas ações, novos políticos, ou políticos antigos com novas metas.

A percepção do que foi prometido e o que foi cumprido deve florescer dos novos cidadãos eleitores, participar agora é muito mais que a festa da vitória, é fazer parte do momento histórico, perceber que nos próximos quatro anos serão reflexo de nossas escolhas. Cidadão crítico, esse é o perfil dos novos eleitores, esse é o perfil do novo Brasil bombardeado pelas mídias da rede, basta perceber as redes sociais da internet. É um bom momento para fazer um novo começo, e talvez seja essa a maior beleza da democracia, poder sempre fazer um novo começo.

domingo, 11 de março de 2012

As placas de São José não são só placas.

São José de Ribamar, Maranhão, surpreende qualquer maranhense que passou quatro anos ou mais sem visita-la. Placas para todos os lados sinalizam as ações da prefeitura, parque ecológico, liceu’s, curso pré-vestibular da prefeitura, serviço odontológico, todos os serviços públicos destacados, com instalações simples, mas extremamente bem cuidadas, sinônimo de respeito com o cidadão. 

Uma cidade limpa, asfaltada, com empreendimentos novos, a cidade impressiona! Ainda surgem os meninos na hora do “batismo” de carros (benzer os carros atrás da igreja), hoje já homens, mas isso é de São José. O Público deixou o privado sem destaque, parece atender satisfatoriamente aos cidadãos, a cada placa um serviço prestado, Ribamar, cidade das placas. 

Ribamar ficou mais bonita, a estrada até a praia de Panaquatira, o estacionamento na avenida da igreja, a praça. Uma administração diferente, com um toque de compromisso, mas realizando simplesmente o seu dever, o problema é que hoje a regra virou exceção e São José é o exemplo que administradores de outros municípios deveriam utilizar.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

(des)palavras de homem


Entre os avanços e decepções da geração contemporânea podemos destacar a falta de compromisso, não apenas com o meio ambiente, com o próximo, com a vida em sociedade, mas também como coisas simples como a própria palavra.

Todos os dias assistimos na primeira fila mais um indivíduo que passou a perna em várias pessoas, mais um empresa fantasma, mais um esperto para bestas. A bondade faz parte das pessoas, as faz de vítimas de abusos sejam financeiros, amorosos, ou quaisquer que sejam, e crendo em pessoas, empresas, televisão percebemos que cada vez mais a seleção de informações, a verificação de confiabilidade é indispensável, até mesmo no mundo virtual.

É claro que todos erramos, nos perdemos entre nossas promessas para filhos, amigos, pais, esposas. Entretanto o amor perdoa os erros, quando são solicitados os perdões, as desculpas, quando são admitidos os erros. Uns preferem sumir, mas o erro não apaga com o tempo, a mágoa fica, o respeito perde seu sentido, e esses cismam em seguir a vida. Seria uma boa forma de seguir a vida? Todos erramos e perdemos a palavra um dia, mas todos podemos pedir desculpas, perdões e reconquistar nossa palavra, do homem sobra um nome, que lembra suas ações. Palavra! Um homem de palavra, hoje, já é um grande homem!


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

A vida um caderno...

Aula Inaugural de boas vindas aos alunos do Ensino Médio de Rosário do C.E. Luiza Gomes

Eu gostaria que vocês imaginassem a vida de vocês como um caderno a ser preenchido, e nesse caderno quero que escrevam cada dia de suas vidas, quero que escrevam cada dia que passou, cada alegria, cada tristeza, cada decepção, mágoa, cada um dos momentos inesquecíveis: cada lembrança! Foi o primeiro beijo? o primeiro dez no colégio? A primeira briga com os pais? O melhor amigo? A morte de um ente querido? A final de um campeonato?.. O caderno parece não ter folhas suficientes? Escreveu muito? Rasurou várias linhas? Imaginem-se por todos os dias de suas vidas escrevendo sobre o que passou. Seria possível conhece-los razoavelmente pelo caderno!

O caderno, a vida de vocês. Agora imaginem se pudessem arrancar uma página que qualquer da qual se arrependem, ou mesmo apagar algumas linhas de um dia especial, mas que cometeram um pequeno erro. Seria tão bonito um caderno escrito apenas com coisas boas, uma vida só de momentos felizes! Porém, agora, já seria impossível conhece-los pelo caderno. Cada folha escrita apresenta pequenos detalhes, e também falta de detalhes, que preenchem a essência de vocês, a formação de caráter de vocês, podemos sempre mudar, sempre melhorar! Nossa essência é formada com o passar dos anos é a união de nossas características adquiridas com cada erro, cada mágoa. Arrancar páginas, apagar linhas, seria muito mais simples, mas assim não seria possível conhece-los, provavelmente não seriam os homens e mulheres que o futuro aguarda desesperado.

A vida é uma espécie de caderno, onde escrevemos nossa história à cada folha. Cada dia, reflete em nosso futuro. É tempo de mudar, e podemos escrever diferente, melhorar nossa letra, tomar mais cuidado, escrever de forma mais clara. Podemos ser melhores, mais pacientes, mais competentes, mais amorosos, enfim; gentis. Não precisamos rasgar as páginas de nosso passado, ou mesmo apagar as linhas de nossos erros, mas podemos, sim, começar a acertar, de uma forma maravilhosa, escrever nosso presente de uma forma boa, desejar e planejar um futuro mais proveitoso, mais adequado, mais coletivo do que individual. E cuidando uns dos outros, aprendemos a respeitar o espaço de cada um, compreendemos os limites e os momentos adequados de agir, mudamos a nós, mudamos ao Mundo, pensamos em nós, pensamos em todos. Essa transição do Fundamental, para o Médio é apenas mais um começo da vida de vocês; aproveitem cada instante e os façam valer a pena.